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"Minha carreira é entregue ao meu sentimento e a minha cabeça. Deixo a coisa fluir naturalmente". (Maria Bethânia) |
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Maria
Bethânia Vianna Telles Veloso, nascida em 18 de junho de 1946
em Santo Amaro da Purificação (BA), sob o signo de gêmeos
e a benção de Iansã, filha de D. Canô e Seu
Zezinho. Seu nome, sugerido por Caetano, foi tirada de uma valsa do pernambucano
Capiba, sucesso na voz de Nélson Gonçalves. O irmão
Rodrigo queria Mary Gislene, nome de uma rumbeira do circo por quem estava
apaixonado. Valsa ou rumba? Seu Zezinho fez o sorteio e Caetano conseguiu
o que queria. Criança em Santo Amaro da Purificação,
Maria Bethânia já sentia fascínio pelo palco. ''Bastava
ver um degrau a mais, um tapete e uma luzinha diferente para me emocionar.
Sempre quis viver naquela caixa de sonhos e intuía que minha vida
estava ligada ao palco'', lembra a cantora, falando ao Correio por telefone.
Bethânia sonhou em trabalhar no circo e quis ser atriz quando foi
morar em Salvador e estudar na Escola de Teatro da Universidade Federal
da Bahia, levada pelo mano Caetano Veloso. Mas acabou se encaminhando
para a música e transformando-se numa das maiores intérpretes
da MPB - a mais visceral e dramática. Bethânia não
gostava de sua voz, que achava excessivamente grave e rasgante. "Desde
a infância, o que queria mesmo era ser atriz. Suas brincadeiras
com os irmãos, em geral, estavam ligadas ao mundo artístico:
filmes, programas de rádio e peças de teatro (ou dramas,
como se dizia em Santo Amaro da Purificação), e que Bethânia
geralmente era disputada por seus dotes cênicos. Já na adolescência,
em Salvador, Bethânia não chegou a estudar teatro de modo
mais sistemático, mas acompanhou, como ouvinte, muitas aulas da
Escola de Teatro, principalmente quando estar eram realizadas no jardim
do prédio - arisca, preferia ficar assistindo de longe. Entre 1960-62
se apresenta com Caetano em bares de Salvador.
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